And the Oscar goes to...
Crianças e adolescentes de uma família de 08 pessoas se divertem numa praia do Rio de Janeiro. Uma das crianças resgata um cachorrinho na rua e o leva pra casa.
Morávamos numa casa de dois andares, na esquina da rua Delfim Moreira com Almirante Pereira Guimarães,
em frente à praia.
(...)
A casa do Rio era um entra e sai rotineiro de amigos...
O trecho acima, retirado do livro Ainda estou aqui, embora esteja lá pelo meio do livro, retrata as cenas iniciais do filme homônimo.
Livro e filme trazem a história de uma família que, apesar de ter um sobrenome bem conhecido de nossa história, cabe perfeitamente em muitas outras histórias de família.
Tudo vai bem. Eles cantam, dançam, se divertem... Os filhos vão pra escola, festinhas de amigos, brigam entre si.
Uma família como outra qualquer que num belo dia tem um membro levado pelo Estado, através de seus órgãos de segurança. O pai. E esse pai nunca mais retorna.
Essa é a história de Rubens Paiva, Stuart Angel, e muitos outros vítimas da ditadura militar, contexto histórico que é parte integrante do filme.
Mas esse Estado violento ainda está por aqui. Talvez mais sutil. E como o próprio Marcelo Rubens Paiva narra no livro que dá origem ao filme, poderia ser a história da família do Amarildo ou de outros casos que aconteceram já no novo milênio.
É o futuro repetindo o passado.
É o que acontece com uma nação que não valoriza sua história, sua cultura, sua arte.
E para não dizer que não falei de Oscar... Parabéns a todos os envolvidos pela tripla indicação. Se trouxermos o prêmio em pelo menos uma das categorias será a glória!!!
Só que não podemos esperar um prêmio internacional para validar nossa história, nossa cultura e a nossa arte.
Assistam ao filme. Leiam o livro.
Prestigiem o cinema brasileiro e a literatura brasileira.
Estudem a história do Brasil para que os erros do passado não se repitam no futuro.
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